sábado, 28 de Novembro de 2009

A caminho da Ponta da Piedade



A riqueza da paisagem impar da Ponta da Piedade será destruída, para sempre. A destruição paisagística, ecológica e patrimonial estende-se como uma nuvem negra ao longo da nossa zona costeira, para lá caminhamos, perante a impotência e a auto-estima vaidosa dos autarcas locais a favor da prepotência do poder político de Lisboa e os seus parceiros económicos.
Continuaremos submersos no nevoeiro da lamentação, enquanto a ganância imobiliária aliada aos órgãos municipais, continuar na ignorância presunçosa a decidir sem alguma visão futurista a construção do nosso espaço urbano, sem ter que dar explicação nem justificação ninguém.

quarta-feira, 18 de Novembro de 2009

Quando o telefone toca


Lagos ė uma cidade de velhos, disfarçada no colorido dos turistas. Investe-se em novas escolas para formar crianças, a um dia emigrar, porque em Lagos não há nada pra ninguém, para além da maior empresa, que é a Câmara Municipal, este negócio público português é, na realidade, um negócio de amizades ou de «amiguismos», cujo objectivo não é criar riqueza, mas enriquecer patrimónios; é um negócio de favores e de influências, que visa, não o crescimento de uma economia, mas o saque de uma população; é um negócio de solidariedades firmes, não raro subtis ou meio ocultas, que se articulam na distribuição, entre si, de cargos e prebendas, e se apoiam mutuamente na neutralização das «contrariedades».
Importa-se a mão de obra barata, em troca do pão nosso de cada dia, grandes grupos financeiros investem no facilitismo local, trazem com a eles altos funcionários da capital, porque em Lagos falta a mão de obra qualificada para gerir este turismo de qualidade, essa escola de turismo que vai faltando, e empurando o lacobrigense para longe de sua família, seus amigos suas raízes.

terça-feira, 8 de Setembro de 2009

Belmiro de Azevedo

Com a crise financeira sem dar tréguas as injustiças e desigualdades, tomando conta do planeta, acredito que o melhor negócio hoje é fazer igual ao do russo Romam Abramovich, dono do Chelsea, ou comprar um pedaço da Lua antes que acabe. De acordo com o Space Settlement Institute, órgão responsável pela regulamentação de atividades na Lua, qualquer pessoa pode adquirir propriedades ou em outros planetas ou satélites, as vantagem, só o futuro dirá.
O que fazer quando se tem muito dinheiro? Bom nós portugueses não precisamos da Lua para nada, com o Sol aqui tão perto, assim pensou, e bem , um dos homens mais ricos de Portugal, senão o mais poderoso.
Algumas pessoas gostam de "esbanjar" suas posses, que tal comprar um ou dois hotéis, bom este senhor comprou alguns quatro numa só vez, estou a falar dum engenheiro químico, presidente dos conselhos de administração de várias empresas e associações Portuguesas, este senhor chama-se Belmiro de Azevedo. Este senhor investio em Lagos, cidade que adora e passa férias há já muitos anos. Comprou: as torres da Torralta na fotografia; o Hotel Golfinho na Praia D. Ana, o Hotel São Cristóvão à entrada de Lagos, o Hotel da Meia Praia e a Aqualuz, (antiga Aguazul). Depois destes anos todos de espectativas dos Lacobrigenses, o resultado deste investimento está à vista de todos, LIXO, o São Cristóvão, encerrou, o Golfinho, há vários anos que também está fechado, o Meia Praia, continua a procura de melhores dias, as Torres da Torralta, essas, um despropositado atentado ubanistico e ambiental, ao fim destes anos todos sem nada mudar, única solução demolição / Implosão e limpeza dos terrenos.
O Governo e as autoridades locais, não estão a respeitar o ambiente e a cumprir todas as regras comunitárias, uma liberdade sem regras e limites. Esta situação de abandono que estão votados alguns prédios, por proprietários identificados, não é saudável numa cidade onde a principal fonte de riqueza é o turismo.

domingo, 6 de Setembro de 2009

A erosão do Camilo

Para quando, a reconstrução ambiental junto à Praia do Camilo, para frear a erosão? Tantas casas de luxo em cima das falésias, frente para o mar com jardins lindíssimos, onde a erosão não chega, porque será?
Não podemos nem queremos ficar indiferentes, vivemos na era do domínio humano, a Terra já não é natural mas um fenómeno totalmente subjugado e alterado, a Natureza em parte, está nas nossas mãos, por isso temos que fazer algo.

sexta-feira, 4 de Setembro de 2009

Arame farpado



A vergonha de tudo isto desafia as palavras...
Atrás de uma cerca de arame farpado, perde-se na noite dos tempos um monumento, que iluminou nossa história. Farol este que continua, a merecer uma fotografia para marcar a história de todos aqueles milhares de turistas, que diariamente visitam este lugar, de beleza exótica.

sábado, 29 de Agosto de 2009

A chaminé da Cafi, a caminho do espaço, a cegonha que se cuide (mude)!!!!!

Carregue na imagem para ampliar
Quando um País abdica assim nas mãos dum Governo toda a sua iniciativa, e cruza os braços, esperando que a civilização lhe caia feita das secretarias, como a luz lhe vem do Sol, esse País está mal: as almas perdem o vigor, os braços perdem o hábito do trabalho, a consciência perde a regra, o cérebro perde a acção. E como o Governo lá está para fazer tudo – o País estira-se ao sol e acomoda-se para dormir. Mas, quando acorda – é como nós acordámos – com uma sentinela estrangeira à porta do Arsenal!

(Eça de Queiroz, A catástrofe)

FANTASMAS : Gênios que morrem antes do tempo, e ficam perturbando mentes e corações.

CANALHAS : Nós outros, gênios ou imbecis, que permanecemos vivos.


sábado, 22 de Agosto de 2009

Antes e Depois!

Carregue na imagem para ampliar, e ver a máquina a trabalhar em cima da falésia
A partir de Lagos, fui descobrindo todo o barlavento algarvio, cuja luz é tão suave que parece suspensa, como se não fizesse parte do próprio ar. Descobri a solidão agreste de Sagres, onde se ia aos percebes ou apenas olhar o mar do Cabo de S. Vicente, na fortaleza, que era rude como o vento e o mar de Sagres, e hoje é uma casamata de betão que, ao que parece, se destina a homenagear a moderna arquitectura portuguesa. Descobri o charme antiquado da Praia da Rocha, onde se ia à noite ver as meninas de Portimão, ou o "souk" em cascata de Albufeira, onde se ia ver as inglesas e dançar no Sete e Meio. E descobri outras terras de pescadores e veraneantes, como Armação de Pêra ou Carvoeiro, praias de areia grossa e mar transparente como eu gosto, cigarras gritando de calor nas arribas, polvos tentando amedrontar-me quando os olhava debaixo de água.

Não vale a pena contar. Quem teve a sorte de viver, sabe do que falo; quem não viveu, não consegue sequer imaginar. Porque esse Sul que chegava a parecer irreal de tão belo, esse litoral alentejano e algarvio, não é hoje mais do que uma paisagem vergonhosamente prostituída. Sim, sim, eu sei: o desenvolvimento, o turismo, a balança comercial, os legítimos anseios das populações locais, essa extraordinária conquista de Abril que é o poder local. Eu sei, escusam de me dizer outra vez, porque eu já conheço de cor todas as razões e justificações. Não impede: prostituíram tudo, sacrificaram tudo ao dinheiro, à ganância e à construção civil. E não era preciso tanto nem tão horrível.


Miguel Sousa Tavares (Paraísos prostituídos)
Vale a pena pensar... "a tendência do pensamento dos politicos locais...".
Já devem conhecer a opinião do Miguel, mas, é sempre bom reler.
O resto pode ler aqui no EXPRESSO