
Lagos ė uma cidade de velhos, disfarçada no colorido dos turistas. Investe-se em novas escolas para formar crianças, a um dia emigrar, porque em Lagos não há nada pra ninguém, para além da maior empresa, que é a Câmara Municipal, este negócio público português é, na realidade, um negócio de amizades ou de «amiguismos», cujo objectivo não é criar riqueza, mas enriquecer patrimónios; é um negócio de favores e de influências, que visa, não o crescimento de uma economia, mas o saque de uma população; é um negócio de solidariedades firmes, não raro subtis ou meio ocultas, que se articulam na distribuição, entre si, de cargos e prebendas, e se apoiam mutuamente na neutralização das «contrariedades».
Importa-se a mão de obra barata, em troca do pão nosso de cada dia, grandes grupos financeiros investem no facilitismo local, trazem com a eles altos funcionários da capital, porque em Lagos falta a mão de obra qualificada para gerir este turismo de qualidade, essa escola de turismo que vai faltando, e empurando o lacobrigense para longe de sua família, seus amigos suas raízes.